Você foi tudo de pior.
Era um mala sem alça.
Um idiota.
Um babaca.
Um colecionador de lágrimas.
Uma péssima pessoa.
Mas apesar de tudo isso você era meu e isso o tornava perfeitamente unico.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Sentimentos reprimidos em palavras livres - III
26 de agosto de 2010 - Oi Rick. Hoje estava passando pela rua e vi um casal de velhos sentados. Enquanto eu esperava meu pai voltar, fiquei os observando. Eles ficaram boa parte do tempo quietos, umas vezes se entreolhavam, outras ficavam cada um olhando para um canto diferente. Eu via nos olhos daquela senhora uma vida. Bem vivida e cansativa, via também amor. Amor puro por seus possíveis filhos, netos e por seu marido. Este já tinha o rosto mais cansado, mas também com aquele amor no olhar.
Comecei a pensar e se não envelhecêssemos? Se pudéssemos escolher um momento, uma idade e viver nela para sempre como se fosse um loop temporal? Se fossemos imortais? Como seria? Talvez iriamos duplicar, triplicar o número de pessoas. Ficaríamos sem comida. Doenças aumentariam e pessoas a beira da “morte” provavelmente ficariam num sofrimento eterno.
Pensa também que a imortalidade nos deixaria entediados, certo? Pelo menos eu me entediaria. Imagina a mesma rotina, as vezes com algumas mudanças, durante toda a eternidade até talvez o fim do mundo.
Na verdade, parar pra pensar nessa coisa de imortalidade meio que me confunde... e muito! Se as coisas fossem imortais, então não haveria fim do mundo? Ou o sol nos queimaria? Mas como seriamos imortais, não íamos morrer certo?
Morte, conto com você.
Comecei a pensar e se não envelhecêssemos? Se pudéssemos escolher um momento, uma idade e viver nela para sempre como se fosse um loop temporal? Se fossemos imortais? Como seria? Talvez iriamos duplicar, triplicar o número de pessoas. Ficaríamos sem comida. Doenças aumentariam e pessoas a beira da “morte” provavelmente ficariam num sofrimento eterno.
Pensa também que a imortalidade nos deixaria entediados, certo? Pelo menos eu me entediaria. Imagina a mesma rotina, as vezes com algumas mudanças, durante toda a eternidade até talvez o fim do mundo.
Na verdade, parar pra pensar nessa coisa de imortalidade meio que me confunde... e muito! Se as coisas fossem imortais, então não haveria fim do mundo? Ou o sol nos queimaria? Mas como seriamos imortais, não íamos morrer certo?
Morte, conto com você.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Sentimentos reprimidos em palavras livres - II
25 de agosto de 2010 – Olá, Diário Rick. Não escrevi ontem porque não deu tempo. Dormi demais como sempre. Mas enfim, eu estava pensando hoje na quão boba eu sou. Não sei por que nunca consigo me enturmar, essa minha timidez acaba comigo. Sabe... me impede de fazer muitas coisas e isso me mata um pouco pois fico naquele paradoxo de “devia ter feito ou não”. Um ser ou não ser eis a questão... Tá confuso, né? Deixa que eu explique. Isso aconteceu hoje. Estava na escola, certo, até aí nada de errado. Mas então chega o incrível menino que eu havia dito antes, cheio de luz própria e eu derretendo-me por ele. Rick, olha que cena de filme. Ele veio me perguntar alguma coisa que eu não entendi muito bem, apenas escutava a voz dele como se fosse uma canção. Eu não o respondi. Isso mesmo, fiquei parada, sorrindo com cara de boba-apaixonada! Não sabia se saía correndo ou ficava parada e perguntava: “pode repetir, por favor?”, tudo o que saiu da minha boca foi um grunhido estranho. Odeio essa timidez. Não é a primeira vez nem a última que ela me atrapalha.
Hoje fui na psicóloga, não sei se te disse mas eu estou indo na psicóloga fazem uns 2 meses. Foi ela quem me disse para começar a escrever. Na consulta de hoje ela disse que eu estou melhor (melhor do que?) e que se eu continuar assim não vou precisar ir a muitas outras consultas.
Minha mãe começou a quimioterapia hoje, ela disse que dói. Quando eu ouvi isso, quis estar no lugar dela. Não posso ver minha rainha sofrer, dói em mim imaginar isso. Mas ela vai ficar bem! Tudo vai ficar bem. Hoje eu a abracei e falei que a amava, ela deu um sorriso tão lindo que eu poderia ficar vendo-a sorrir sem parar.
Boa noite, Rick!
Hoje fui na psicóloga, não sei se te disse mas eu estou indo na psicóloga fazem uns 2 meses. Foi ela quem me disse para começar a escrever. Na consulta de hoje ela disse que eu estou melhor (melhor do que?) e que se eu continuar assim não vou precisar ir a muitas outras consultas.
Minha mãe começou a quimioterapia hoje, ela disse que dói. Quando eu ouvi isso, quis estar no lugar dela. Não posso ver minha rainha sofrer, dói em mim imaginar isso. Mas ela vai ficar bem! Tudo vai ficar bem. Hoje eu a abracei e falei que a amava, ela deu um sorriso tão lindo que eu poderia ficar vendo-a sorrir sem parar.
Boa noite, Rick!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Sentimentos reprimidos em palavras livres - I
23 de agosto de 2010. – Oi. Não sei como se começa um diário, nunca escrevi um. Aliás, não sei se posso considerar isso um diário, é mais como um caderno de autoajuda. Mariana, dezesseis anos, nunca fui conhecida como Mari, nunca fui conhecida pra falar a verdade. Tenho que contar um pouco sobre minha vida, então? Certo, tentarei fazer isso.
Eu nunca fui uma menina excepcionalmente inteligente, com dons incríveis, cheia de amigos e odiada por quase ninguém. Eu sou de inteligência normal, dons normais (às vezes acho que não tenho nenhum dom), amigos que posso contar nos dedos de uma mão só e odiada por muitos. Nunca me preocupei muito com esse negócio de aparência e moda. Gosto mesmo é de comer. E dormir. Comer e dormir são meus assuntos preferidos. Não tenho autoestima, mas também não sou gorda. Minha família é quase perfeita. Meus pais são separados, tenho um irmão mais novo que é um anjo. Minha mãe é minha rainha e meu pai já tem outra família.
Mês passado descobrimos que minha mãe está com câncer. Claro, foi um choque para todos. Meu pai ajudou a gente, ele é meu príncipe. Ela está sendo a pessoa mais forte que eu já conheci na minha vida, mas infelizmente o câncer está matando-a, e a mim também. Mas eu ainda tenho esperança de que tudo vai se ajeitar e a gente vai ser como antes. Sabe... feliz é a palavra.
Eu sempre pensei em mim como alguém que nunca iria se apaixonar ou sofrer por alguém. Enganei-me mais uma vez. Vou te falar a verdade, Rick (é esse seu nome, ok diário-caderno?) está sendo difícil para eu admitir que finalmente alguém conseguiu me conquistar. Sempre falei: “ah, não vou gostar de ninguém por hora...” e olha só o que aconteceu. Não gosto de ser a metida apaixonada, mas é uma sensação boa. Ele não sabe disso ainda, não tive coragem pra contar. Mas quando eu o vejo, é aquela coisa de coração palpitar, conseguir apenas vê-lo em uma multidão e essas coisas normais que todos já passaram. O que mais me dói é o fato dele ter uma garota. E parece que eles se gostam... Talvez seja por isso que eu não contei ainda o que eu sinto. Minha vontade é olhar em seus olhos e falar: “menino, cuida de mim. Te amo!”. Mas onde entra a coragem?
Está tarde e como introdução acho que está bom. Boa noite, Rick.
Eu nunca fui uma menina excepcionalmente inteligente, com dons incríveis, cheia de amigos e odiada por quase ninguém. Eu sou de inteligência normal, dons normais (às vezes acho que não tenho nenhum dom), amigos que posso contar nos dedos de uma mão só e odiada por muitos. Nunca me preocupei muito com esse negócio de aparência e moda. Gosto mesmo é de comer. E dormir. Comer e dormir são meus assuntos preferidos. Não tenho autoestima, mas também não sou gorda. Minha família é quase perfeita. Meus pais são separados, tenho um irmão mais novo que é um anjo. Minha mãe é minha rainha e meu pai já tem outra família.
Mês passado descobrimos que minha mãe está com câncer. Claro, foi um choque para todos. Meu pai ajudou a gente, ele é meu príncipe. Ela está sendo a pessoa mais forte que eu já conheci na minha vida, mas infelizmente o câncer está matando-a, e a mim também. Mas eu ainda tenho esperança de que tudo vai se ajeitar e a gente vai ser como antes. Sabe... feliz é a palavra.
Eu sempre pensei em mim como alguém que nunca iria se apaixonar ou sofrer por alguém. Enganei-me mais uma vez. Vou te falar a verdade, Rick (é esse seu nome, ok diário-caderno?) está sendo difícil para eu admitir que finalmente alguém conseguiu me conquistar. Sempre falei: “ah, não vou gostar de ninguém por hora...” e olha só o que aconteceu. Não gosto de ser a metida apaixonada, mas é uma sensação boa. Ele não sabe disso ainda, não tive coragem pra contar. Mas quando eu o vejo, é aquela coisa de coração palpitar, conseguir apenas vê-lo em uma multidão e essas coisas normais que todos já passaram. O que mais me dói é o fato dele ter uma garota. E parece que eles se gostam... Talvez seja por isso que eu não contei ainda o que eu sinto. Minha vontade é olhar em seus olhos e falar: “menino, cuida de mim. Te amo!”. Mas onde entra a coragem?
Está tarde e como introdução acho que está bom. Boa noite, Rick.
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