quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sentimentos reprimidos em palavras livres - III

26 de agosto de 2010 - Oi Rick. Hoje estava passando pela rua e vi um casal de velhos sentados. Enquanto eu esperava meu pai voltar, fiquei os observando. Eles ficaram boa parte do tempo quietos, umas vezes se entreolhavam, outras ficavam cada um olhando para um canto diferente. Eu via nos olhos daquela senhora uma vida. Bem vivida e cansativa, via também amor. Amor puro por seus possíveis filhos, netos e por seu marido. Este já tinha o rosto mais cansado, mas também com aquele amor no olhar.
Comecei a pensar e se não envelhecêssemos? Se pudéssemos escolher um momento, uma idade e viver nela para sempre como se fosse um loop temporal? Se fossemos imortais? Como seria? Talvez iriamos duplicar, triplicar o número de pessoas. Ficaríamos sem comida. Doenças aumentariam e pessoas a beira da “morte” provavelmente ficariam num sofrimento eterno.
Pensa também que a imortalidade nos deixaria entediados, certo? Pelo menos eu me entediaria. Imagina a mesma rotina, as vezes com algumas mudanças, durante toda a eternidade até talvez o fim do mundo.
Na verdade, parar pra pensar nessa coisa de imortalidade meio que me confunde... e muito! Se as coisas fossem imortais, então não haveria fim do mundo? Ou o sol nos queimaria? Mas como seriamos imortais, não íamos morrer certo?
Morte, conto com você.

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