domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sentimentos reprimidos em palavras livres - II

25 de agosto de 2010 – Olá, Diário Rick. Não escrevi ontem porque não deu tempo. Dormi demais como sempre. Mas enfim, eu estava pensando hoje na quão boba eu sou. Não sei por que nunca consigo me enturmar, essa minha timidez acaba comigo. Sabe... me impede de fazer muitas coisas e isso me mata um pouco pois fico naquele paradoxo de “devia ter feito ou não”. Um ser ou não ser eis a questão... Tá confuso, né? Deixa que eu explique. Isso aconteceu hoje. Estava na escola, certo, até aí nada de errado. Mas então chega o incrível menino que eu havia dito antes, cheio de luz própria e eu derretendo-me por ele. Rick, olha que cena de filme. Ele veio me perguntar alguma coisa que eu não entendi muito bem, apenas escutava a voz dele como se fosse uma canção. Eu não o respondi. Isso mesmo, fiquei parada, sorrindo com cara de boba-apaixonada! Não sabia se saía correndo ou ficava parada e perguntava: “pode repetir, por favor?”, tudo o que saiu da minha boca foi um grunhido estranho. Odeio essa timidez. Não é a primeira vez nem a última que ela me atrapalha.
Hoje fui na psicóloga, não sei se te disse mas eu estou indo na psicóloga fazem uns 2 meses. Foi ela quem me disse para começar a escrever. Na consulta de hoje ela disse que eu estou melhor (melhor do que?) e que se eu continuar assim não vou precisar ir a muitas outras consultas.
Minha mãe começou a quimioterapia hoje, ela disse que dói. Quando eu ouvi isso, quis estar no lugar dela. Não posso ver minha rainha sofrer, dói em mim imaginar isso. Mas ela vai ficar bem! Tudo vai ficar bem. Hoje eu a abracei e falei que a amava, ela deu um sorriso tão lindo que eu poderia ficar vendo-a sorrir sem parar.
Boa noite, Rick!

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